CINEMA GARRETT


Vergílio Alberto Vieira
Com o nome da emblemática sala de cinema e teatro da Póvoa, este é um livro de poemas, com ilustrações de Anabela Dias, sobre a cidade, nos inícios do século XX, a cidade que Vergílio Alberto Vieira tão bem conhece e onde passou períodos marcantes da sua adolescência e juventude. Por isso, e a este propósito, diz ainda o autor: “(…) esse nunca resolvido caso de amor que, já não sendo sonho de infância, se descobriu ao espelho de cada verão adolescente. Não se tratando, porém, de amor declarado, nunca a suspeita denunciou a antiga promessa de quem, um dia, jurou agradecer o lenço de namorados, a azul bordado, para ocultar saudade, e lágrimas de sal. Sem se fazer anunciar, e porque tanto mar por nós escreveu cartas de amor, essa paixão de outrora voltou. Tem, agora, forma de livro, de livro de horas, cinquenta anos depois. Cinema é fita; Garrett, nome de amante. Porque é fuga o tempo de outro tempo, e engano de alma o fingimento cego da paixão, aqui fica este sentido madrigal de quem sempre ficou, quando partia.”

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